quinta-feira, 30 de abril de 2020

Cacos

Era só um caco. Mas me peguei pensando nos cacos da vida que a gente às vezes tem que juntar. Em como um caco, só um caquinho pode conter tantas histórias.
Pontas de lanças, boleadeiras, restos de tecidos, esqueletos, caveiras e ... "cacos". 
Cacos de vidro, de louça, de cerâmica...


Inspiração de muitas gerações Indiana Jones não corria a toa atrás de qualquer caquinho. Participava de fugas inimagináveis em cavernas, florestas, tuneis e tumbas de povos exóticos, munido sempre por aquele chicote, jaqueta de couro e aquele chapéu. Ah, aquele chapéu.

Era o submundo do tráfico de artefatos antigos que pode ter sido o princípio da arqueologia. 

Amparado por George Lucas e Steven Spielberg, Harrison Ford, deu vida ao herói com cara de anos 30, que tinha conhecimento profundo de muitas civilizações e línguas antigas. Como não se interessar por essas histórias?


Os homens primitivos, das cavernas, os sumérios, os astecas, gregos e romanos, povos da antiga mesopotâmia. Como viviam, o que faziam? A Babilônia escondida explodiu e hoje está espalhada pelo mundo. E como disso saber?


A Arqueologia é a ciência que estuda as culturas e os modos de vida das diferentes sociedades humanas a partir da análise de objetos materiais. Uma ciência que estuda as sociedades através de tudo o que foi produzido por seres humanos.
Pois ontem, fui convidada a assistir a uma palestra on line ( como tudo, ou quase tudo tem sido nessa quarentena, que parece que vai durar bem mais do que 40 dias).  Sitios arqueológicos e catalogação com o professor, Doutor André Luis Ramos Soares, Historiador e Arqueólogo, a convite da Coordenadora do Curso de HIstória da Urcamp, Clarisse Ismério.
Que viagem! Uma viagem no tempo e uma abertura de horizones! O Professor me lembrou até o Sean Conery, quando pai era do Indiana Jones, em a Última Cruzada (se não me engano), mais jovem, porém.
No cenário, livros e caveiras de diversos formatos. No assunto um universo!


Tipos de arqueologia, importância dessa ciência e muitos outros passeios por esse tema encantador.
Até aquela cervejinha no bar pode ser fundamental objeto de estudo da arqueologia, sabia? Nada melhor do que conhecer alguém em um bar, afinal de contas.


Aliás, falando nela, os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico. 
A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente, uma bebida fermentada, obtida de cereais e estava feito o estrago!
 Mas, arqueólogos estimam que ela seja mais antiga ainda.
A primeira bebida fermentada pode ter sido produzida há cerca de 9 000 anos. Muitos acreditam que a cerveja tenha sido um marco de transição da civilização paleolítica para o neolítica, quando os caçadores-coletores, perceberam que teriam de se fixar para poder colher grãos, olha só!
E diversas Deusas foram associadas a cerveja!

 Nesses tempos, em que alguns aconselham injetar clorofina, saber um pouco de história, não faz mal a ninguém.


E lá vou eu de volta aos cacos...  Tim, tim!

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Mascarados

A cada saída de casa um ritual!
Pelo menos por aqui, tem sido assim. Tem o sapato de sair, o de ficar em casa, a roupa... que está sendo escolhida, para as rápidas voltas no supermercado ou farmácia, mais pela praticidade de lavar, do que pela estética ou estilo. E tem "A MÁSCARA".

A máscara, pelo menos essa que a gente tem que usar nesse momento de pandemia, tem como principal finalidade a proteção, né? 
Tem gente que combina com a roupa, tem outros que inventam moda e muitos, muitos mesmo, não estão sabendo qual a principal função desse item: a prevenção do "bichinho" espinhento, mais conhecido como coronavírus.

Numa dessas saídas, me parei a observar. De máscara e de olhos bem abertos, fui reparando no que as pessoas estão fazendo (ou deixando de fazer).

Máscaras no queixo. Máscaras sobre a boca, mas com o nariz de fora. máscara no pescoço... só faltou ver a máscara tiara, colocada sobre os cabelos ou máscara tapa olhos (tá, essas não vi! :))

De que adianta a máscara se ela está sendo usada de forma incorreta ou em locais inapropriados?

Tem uma série de regrinhas para este uso: cobrir boca, nariz e queixo, simultaneamente e não ter folga nas laterais, são algumas delas. Fora os cuidados com a higiene das mãos ao colocar e tirar, tempo de eficácia (as de tecido em torno de 2 horas). 

Sim, tem protocolo para tudo!

Não é superdivertido sair com a boca e o nariz tapados, mas é necessário. É desconfortável, algumas vezes ficamos com "orelhas de abano", o elástico e o tecido no meio da cara incomodam... mas, fazer o que?


Dando uma olhada por aí, fiquei pensando naquelas máscara anti-gases tóxicos, usadas inicialmente na primeira guerra mundial... 

Não tinha escapatória. Era tudinho coberto, inclusive os olhos, com telinhas. Sobre o nariz uma proteção redonda, como se fosse uma tampa daquelas de talco, metálica e com furinhos... por fim dois grandes canos (ou apenas um) dali saiam para garantir a respiração menos tóxica. 
A Primeira Guerra Mundial que aconteceu entre 1914 a 1918, foi uma das que, "brilhantemente" (sim, estou sendo irônica), teve o início da utilização de armas químicas como gás mostarda, que teria matado em torno de algumas milhões de pessoas (20 a 30 milhões conforme historiadores), civis e militares e outras tantas pessoas mutiladas.



E esse era apenas um dos tipos de máscara da época.

Tinha também uma outra, não a protetora... uma que veio com a finalidade de amenizar o sofrimento dos feridos pela guerra que acabaram tendo os rostos  desfigurados.

Foi uma escultora chamada Anna Coleman Ladd a protagonista dessa história. Ela nasceu nos Estados Unidos, esculpia seres mitológicos, sátiros e sereias.



Casada com um médico da Cruz Vermelha, acabou indo morar na França, em 1917. E inspirada no escultor Francis Derwent Wood e com o apoio da Cruz Vermelha Americana, iniciou os trabalhos no seu atelier, chamado de  “Estúdio Máscaras-Retrato” em que produzia máscaras de metal para os soldados mutilados na Guerra. 
Numa época em que a cirurgia plástica não era assim como hoje,  foi a única possibilidade para que andassem nas ruas sem sentirem vergonha.



Anna  morreu em 1939, na Califórnia, nos EUA e deixou uma marca, nas máscaras da humanidade.

Temporal...



Que tempos estranhos esses! 
Tempo em que falta tempo, para tanta coisa. 
E sobra tempo.
Como trabalhar o tempo?
Só não tem solução, o tempo perdido.
Quando falamos em tempo, há que se congelar os ponteiros.
Mas, eles não param, seguem no tic e tac das horas.
Vai passar? Está passando? 
Não sabemos, mas acreditamos.


segunda-feira, 20 de abril de 2020

Apresentando...

Oi gente, bem vindos ao Blog Fatos! 
Para quem ainda não me conhece, sou a Jornalista Giana Cunha.
Por aqui você vai ter a oportunidade de ficar bem informado com as notícias em destaque no mundo, no país e também na nossa aldeia particular. 
Um espaço também para trocas de ideias e percepções.
Sou jornalista formada em 2002 pela Universidade Católica de Pelotas de desde então relato fatos, buscando novos olhares e um jeito descontraído de fazer com que as notícias cheguem pertinho de ti.
Já passei por TV, rádio, assessoria e em todas essas andanças os fatos sempre permaneceram presentes em mim.
Obrigada pela companhia!


Cacos

Era só um caco. Mas me peguei pensando nos cacos da vida que a gente às vezes tem que juntar. Em como um caco, só um caquinho pode conter t...